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Creatina, pró-hormônios, aminoácidos... quais são seus reais efeitos para corpo?
Por Dr. Bruno Molinari
São vários os suplementos alimentares para quem está malhando. Quase todos são liberados pela Vigilância Sanitária Brasileira, mas é necessário acompanhamento de um nutricionista para que não haja super dosagem, o que prejudicaria os rins, fígado e estômago.
Com acompanhamento nutricional, eles não são perigosos e não se corre o risco de tomar substâncias que não trazem benefício nenhum para o atleta. Existem vários assim no mercado. Além da ingestão dos complementos, uma alimentação balanceada ajuda na malhação. Vai depender do seu objetivo; se é ficar forte, emagrecer ou definir músculos, para cada caso existe uma dieta e deve-se respeitar o processo do corpo.
Aminoácidos, proteínas, creatinas, indutor de hormônios... Quais são seus reais efeitos? E na alimentação, qual a importância de cada grupo de alimentos na construção muscular?
Creatina
A creatina é uma cadeia de aminoácidos (glicina, arginina e metionina). Ela pode ser encontrada naturalmente em carnes vermelhas e peixes ou na forma sintetizada (comprimidos). Depois de absorvida pelo corpo, ela é armazenada nos músculos como fosfato de creatina.
A promessa é que ela ajuda a "dar energia" para o músculo, diminuindo a fadiga numa série de exercícios pesados. Outro efeito é aumentar a quantidade de água dentro da célula entre 3 e 4%, o que daria a impressão de fortalecimento. Mas o músculo não cresceu, apenas inchou. Se usada em alta dosagem, ela é eliminada pela urina.
O ideal é não ultrapassar 15 gramas diárias. A creatina não trás efeitos para quem não se exercita. Não existem de fato pesquisas que comprovam efeitos maléficos da creatina.
Trocando em miúdos: a creatina pode aumentar a massa magra (muscular) pela retenção liquída (esse efeito é transitório), aumentar a resistência aos exercícios e a diminuir a fadiga muscular.
O ideal é tomar bastante água para evitar sobrecarga nos rins.
Efedrina
A efedrina é uma das bases das drogas para emagrecer. São usadas principalmente para quem está começando a malhar e quer ver resultados rápidos na diminuição da gordura corporal. Mas cuidado: só podem ser usados com acompanhamento médico e sua comercialização é proibida caso não haja indicação médica.
É comum aparecerem os seguintes efeitos: distúrbios psíquicos, elevação da pressão arterial, elevação da freqüência cardíaca, problemas cardiovasculares, agressividade, insônia, falta de concentração, náuseas.
È importante saber que todas essas substâncias são encontradas no corpo naturalmente. Quando alguém os toma por via externa, o corpo tende a buscar um equilíbrio, ou diminuindo a produção ou aumentando outra que a iniba. No caso da efredina essa reação do corpo é perigosa, pois o organismo deixa de produzir uma parte dessa substância em seus usuários. O que significa que logo após suspender seu uso, a pessoa vai engordar...
Pró-hormônios
A testosterona, o principal hormônio masculino, é produzida a partir do colesterol. Este vira DHEA e continua sendo trabalhado pelo organismo até se tornar testosterona. Há pouco tempo, houve a sintetização do DHEA, o que seria a promessa de estimulo de produção desse hormônio.
Ainda não se conseguiu de fato provar que eles trazem reais benefícios, além de funcionar com um placebo. O mais famoso desses medicamentos é o Pro-HgH, de origem americana. Existem anúncios dele em várias revistas gays internacionais, mas ninguém (nem a empresa) conseguiu provar que ele trazia benefícios, apenas que não trazia efeitos colaterais.
Fique atento a todos os pró-hormônios: já foi provado que eles não conseguem aumentar a quantidade de testosterona no corpo.
Proteínas e aminoácidos
As proteínas são formadas por pequenos blocos de aminoácidos e são conhecidas como "formadoras de músculos". Daí a febre em comer muito frango, ovo, albumina, peixes etc. Mas o corpo possui pouca capacidade de armazenar os aminoácidos. O excesso é transformado em outras moléculas ou eliminado pela urina. Quantidades adequadas de proteína e aminoácidos (que dependem da atividade física e do nível de exercícios) beneficiam tanto atletas como sedentários, mas são melhores para quem pratica exercícios com certa regularidade. Os horários de cada ingestão (na alimentação ou na suplementação) são importantes.
È recomendável ingerir proteínas em pequenas doses durante o dia, para que o corpo as absorva. Tudo de uma vez é certeza de perder uma parte delas na digestão.
A dosagem para cada indivíduo deve ser dada por uma nutricionista, pois depende do peso e do nível de atividade física.
Água, muita água, ajuda a emagrecer
Além de todos os argumentos que você já deve ter ouvido incentivando a ingestão de água, agora foi provado que ela ajuda a emagrecer, e de uma forma relativamente simples.
Existem dois mecanismos da fome, um é hormonal e acontece no cérebro. Quando esse hormônio é liberado, a sensação é de saciedade. A outra é físico e rola no estômago: quando você come muito, sente seu estômago cheio. É aí é que a água entra. Se tomada em boa quantidade durante o dia, ela evita que o estômago dê o sinal de estar vazio, e gere uma conseqüente vontade de comer. A pesquisa é da Universidade da Pensilvânia e comprovou que quem toma água regularmente, ingere até 20% menos calorias por refeição.
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