O trabalho no mundo
Touro representa o trabalho, o esforço de materialização do impulso vital iniciado por Áries. Segundo signo zodiacal, marca o período de consolidação da estação, como todos os outros signos fixos que se seguem.
Simbolizado pelo Touro, animal de trabalho, paciente que ara os campos e ajuda a fertilizar a terra, representa também os cinco sentidos que podem extrair valor e beleza da vida. Apegado aos hábitos, um pouco tímido, de boa paz e uma enorme capacidade de realização, é o signo de filósofos, que constróem solidamente sistemas de pensamento. Também é o signo dos artistas que tecem com as mãos a forma ideal que seu espírito concebe, sempre com a sabedoria construtora de respeito à vida. Touro é o signo de quem faz da vida uma obra de verdadeira arte, mesmo sem ser artista por profissão.
Touro ensina as pessoas a se adaptarem às circunstâncias reais, trabalhando com afinco para alterarem o que lhes desagrada. Signo de sensação, de total engajamento ou descompromisso afetivo com o mundo, é difícil encontrar alguém que tenha nascido com este signo solar e que se omita da vida e de seus problemas.
A qualidade da Terra, que anima o Touro, induz a rendição total à realidade. Nada que não implique em escolhas e valores, dos quais Touro tem um sentido muito preciso e agudo.
Ponderados, amáveis, sensíveis, de boa fé, os filhos do Touro se encolerizam com poucas coisas nesta vida. Algumas delas: a infidelidade, o descompromisso, a preguiça. Sensuais, são presas fáceis das belas aparências, antes dos trinta anos. Depois, somente se deixam enlevar por quem ou o quê possui a beleza e a harmonia internas, reais.
Acostumado às pressoes, persistente, determinado, vai o Touro seguindo seu caminho em seu passo lento, arando a terra e alimentando os outros seres vivos.
Planetas em Touro
Qualquer planeta neste signo opera de modo lento, sensual, voltado à satisfação de desejos e necessidades bem concretas. Estabilidade e consolidação, possessividade e fertilidade são atributos deste signo que se transferem aos planetas que o transitam. Vênus e a Lua operam com força neste signo. Já a impetuosidade individualista de Marte fica um pouco amortecida em Touro.
Dicas especiais se você quer presentear alguém deste signo
Touro é um signo sensual, criativo, pacífico, que teima em fazer as coisas de seu jeito. Caminhadas em meio a belas paisagens toca o coração dos filhos do Touro. Nada de esportes extenuantes e violentos - a não ser o desempenho sexual, um esporte em que o Touro costuma se distinguir com louvor...
Sensível a todos os prazeres dos sentidos, os quais tem naturalmente bem desenvolvidos, Touro é um dos signos mais fáceis de presentear. Da culinária aos objetos de arte, passando pelos perfumes e a música, as flores e os tecidos agradáveis ao tato, tudo faz a alegria deste ser que é simples mas que ama ser bem presenteado e gosta de abundância.
A riqueza material atrai o Touro porque ela permite a satisfação dos desejos e seu desejo de acumular só obedece a um instinto natural de preservação da vida.
Se presentear com roupas, prefira os tons de terra e de tecido sensuais, de talhe simples e sem rebuscamentos. Os perfumes devem ser levemente doces e florais, com cheiro de terra molhada, como a chuva da primavera.
De todas as artes, escolha a música - os cantos antigos e simples das populações rurais - a pintura, a escultura e a gastronomia.
Touro gosta de filosofar, principalmente depois de alimentar-se bem. Mas seu gosto adere ao otimismo e à conservação, pois não se sente bem destruindo as coisas criadas pelo homem ou pela natureza.
domingo, 25 de maio de 2008
Um gel contra a AIDS

E, por enquanto, só para mulheres. A novidade está sendo desenvolvida por cientistas brasileiros e promete barrar o HIV in loco, na hora agá, sob a forma de um lubrificante comum
por Anderson Moço | infográfico Luiz Iria e Eder Redder
Testes, testes e mais testes — o gel antiaids ainda vai passar por muitos deles antes de chegar ao mercado. Um caminho que vai levar, segundo estimativa dos pesquisadores, no mínimo cinco anos. E olha que os estudos com a substância já ultrapassam uma década. Eles começaram em 1996, quando a bióloga Valéria Teixeira, da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, identificou e isolou o composto químico dollabelano diterpeno em uma alga marinha chamada Dictyota pfaffii. Ela foi coletada no Atol das Rocas, paraíso ecológico em alto-mar que pertence ao estado do Rio Grande do Norte.
As investigações iniciais mostraram que essa substância agia como um poderoso microbicida contra o HIV. E ganharam impulso após a adesão ao projeto do Instituto Oswaldo Cruz e da Fundação Ataulpho de Paiva, no Rio de Janeiro. Foi quando surgiu a idéia de acrescentar o composto a um gel lubrificante — e com uma finalidade precisa, que seria a proteção do organismo feminino.
Os primeiros experimentos em laboratório provaram a eficácia da droga contra a contaminação e empolgaram os pesquisadores. Eles, então, mergulharam mais fundo nos trabalhos e, muito além das cobaias, passaram a esquadrinhar a ação do gel em células do útero humano. Os resultados foram pra lá de animadores. “Observamos que o dollabelano diterpeno consegue sobreviver por várias horas na flora vaginal sem sofrer grandes alterações e sem perder sua eficácia”, explica Luiz Roberto Castello Branco, coordenador do Centro de Desenvolvimento e Testagem de Microbicidas do IOC/Fiocruz. “Para o sexo anal não sabemos se o efeito será o mesmo. Na mucosa dessa área há bactérias que podem interferir na ação do gel”, completa. De qualquer forma, os estudos clínicos só vão começar após a comprovação da segurança do produto.
No Brasil, apenas em 2006 mais de 32 mil novos casos de contaminação pela aids foram registrados no Ministério da Saúde. E foi no sexo feminino que as taxas da doença mais cresceram nos últimos anos (veja o gráfico abaixo). “Os microbicidas estão sendo vistos como uma nova fronteira na prevenção da doença em mulheres, que muitas vezes deixam de usar camisinha por uma questão cultural e se expõem a um risco enorme de contágio”, conta Mariangela Simão, diretora do Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde. Ela faz uma ressalva importante: “A chegada desse gel ao mercado não vai dispensar o preservativo. Ambos deverão ser usados para barrar o vírus”.
O MAPA DA MINA
A substância ativa do gel antiaids foi encontrada na alga Dictyota pfaffii, é originária do Atol das Rocas, pequeno conjunto de ilhas que fica no litoral do Rio Grande do Norte
UM BAITA CRESCIMENTO
O número de mulheres infectadas pelo vírus HIV subiu de maneira impressionante
PROTEÇÃO REDOBRADA
Veja como o HIV usa as células para se reproduzir e entenda como a nova substância age
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Testes, testes e mais testes — o gel antiaids ainda vai passar por muitos deles antes de chegar ao mercado. Um caminho que vai levar, segundo estimativa dos pesquisadores, no mínimo cinco anos. E olha que os estudos com a substância já ultrapassam uma década. Eles começaram em 1996, quando a bióloga Valéria Teixeira, da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, identificou e isolou o composto químico dollabelano diterpeno em uma alga marinha chamada Dictyota pfaffii. Ela foi coletada no Atol das Rocas, paraíso ecológico em alto-mar que pertence ao estado do Rio Grande do Norte.
As investigações iniciais mostraram que essa substância agia como um poderoso microbicida contra o HIV. E ganharam impulso após a adesão ao projeto do Instituto Oswaldo Cruz e da Fundação Ataulpho de Paiva, no Rio de Janeiro. Foi quando surgiu a idéia de acrescentar o composto a um gel lubrificante — e com uma finalidade precisa, que seria a proteção do organismo feminino.
Os primeiros experimentos em laboratório provaram a eficácia da droga contra a contaminação e empolgaram os pesquisadores. Eles, então, mergulharam mais fundo nos trabalhos e, muito além das cobaias, passaram a esquadrinhar a ação do gel em células do útero humano. Os resultados foram pra lá de animadores. “Observamos que o dollabelano diterpeno consegue sobreviver por várias horas na flora vaginal sem sofrer grandes alterações e sem perder sua eficácia”, explica Luiz Roberto Castello Branco, coordenador do Centro de Desenvolvimento e Testagem de Microbicidas do IOC/Fiocruz. “Para o sexo anal não sabemos se o efeito será o mesmo. Na mucosa dessa área há bactérias que podem interferir na ação do gel”, completa. De qualquer forma, os estudos clínicos só vão começar após a comprovação da segurança do produto.
No Brasil, apenas em 2006 mais de 32 mil novos casos de contaminação pela aids foram registrados no Ministério da Saúde. E foi no sexo feminino que as taxas da doença mais cresceram nos últimos anos (veja o gráfico abaixo). “Os microbicidas estão sendo vistos como uma nova fronteira na prevenção da doença em mulheres, que muitas vezes deixam de usar camisinha por uma questão cultural e se expõem a um risco enorme de contágio”, conta Mariangela Simão, diretora do Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde. Ela faz uma ressalva importante: “A chegada desse gel ao mercado não vai dispensar o preservativo. Ambos deverão ser usados para barrar o vírus”.
O MAPA DA MINA
A substância ativa do gel antiaids foi encontrada na alga Dictyota pfaffii, é originária do Atol das Rocas, pequeno conjunto de ilhas que fica no litoral do Rio Grande do Norte.
UM BAITA CRESCIMENTO
O número de mulheres infectadas pelo vírus HIV subiu de maneira impressionante
O paradoxo da cerveja
Todo álcool pode inchar. Mas a cerveja, apesar de alcoólica, é tremendamente diurética. Qual o segredo da loira?
Por conter substâncias que inibem a ação do hormônio antidiurético, a cerveja ganhou a boa fama de diurética e, por tabela, de amiga dos rins. Afinal, facilitaria o serviço de filtragem das impurezas do sangue. Na verdade, mesmo composta por 95% de água, a bebida tem etanol suficiente para desidratar o organismo. Presente nos drinques alcoólicos em geral, é ele que inibe o hormônio antidiurético, provocando aquela vontade constante de fazer xixi. Com isso o corpo perde líquido, e a concentração de toxinas no sangue aumenta rapidamente. É que o álcool leva muito tempo para ser metabolizado. Alternar copos de água com os de cerveja é uma dica para evitar a desidratação e a sensação da ressaca no dia seguinte. A cerveja, assim como as outras bebidas alcoólicas, ajuda a aumentar a pressão do sangue. É claro que o efeito varia conforme a quantidade de etanol presente na bebida e do número de tulipas que vão goela abaixo. Mas a gente já sabe que pressão alta definitivamente não é benéfica para os rins.
Por conter substâncias que inibem a ação do hormônio antidiurético, a cerveja ganhou a boa fama de diurética e, por tabela, de amiga dos rins. Afinal, facilitaria o serviço de filtragem das impurezas do sangue. Na verdade, mesmo composta por 95% de água, a bebida tem etanol suficiente para desidratar o organismo. Presente nos drinques alcoólicos em geral, é ele que inibe o hormônio antidiurético, provocando aquela vontade constante de fazer xixi. Com isso o corpo perde líquido, e a concentração de toxinas no sangue aumenta rapidamente. É que o álcool leva muito tempo para ser metabolizado. Alternar copos de água com os de cerveja é uma dica para evitar a desidratação e a sensação da ressaca no dia seguinte. A cerveja, assim como as outras bebidas alcoólicas, ajuda a aumentar a pressão do sangue. É claro que o efeito varia conforme a quantidade de etanol presente na bebida e do número de tulipas que vão goela abaixo. Mas a gente já sabe que pressão alta definitivamente não é benéfica para os rins.
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